"A terra geme com a agonia gerada pelo Aquecimento Global"

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Acordos climáticos estabelecidos na COP 16 surpreendem o Mundo

Ufa!... Finalmente Prezado Leitor os 194 países signatários da Convenção das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas concordaram que o aumento da temperatura na Terra é uma ameaça à vida no planeta e que, por esta razão, é preciso evitar o aquecimento global (aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da terra) em mais de 2oC, sob o risco de tornar seus efeitos catastróficos e irreversíveis.
Refiro-me desta forma porque até hoje a Convenção, que já tem quase 20 anos, ainda não tinha um texto que reconhecesse o alerta dos cientistas a respeito das concentrações crescentes de gases do efeito estufa (substâncias gasosas que absorvem parte da radiação infravermelha, emitida principalmente pela superfície terrestre) resultado das atividades humanas. O Acordo de Cancún deixou para a próxima Conferência (COP 17), que acontecerá em Durban, na África do Sul, o estabelecimento das metas de redução, necessárias para evitar o aquecimento e que vão substituir o Protocolo de Kyoto, em vigor só até 2011.
Entre outras inovações estabelecidas no Acordo de Cancún destaca-se a  criação do Fundo Verde, que vai arrecadar US$ 30 bilhões dos países ricos (entre eles EUA, Japão e os países da União Européia) até 2012 e, a partir daí, mais US$ 100 bilhões por ano para financiar a adaptação dos países pobres e emergentes aos efeitos das mudanças climáticas.
Em Cancún foi definido ainda que haverá  uma ajuda financeira para os países que mantêm suas florestas, como Brasil, Indonésia e Congo, por meio de um mecanismo chamado REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação). De imediato o Brasil não receberá investimentos,  haja vista que o primeiro valor será destinado ao monitoramento das florestas. Adianto Prezado Leitor que nesse quesito o Brasil já faz, embora com alguma deficiência, o seu dever de casa.
Também ficou acordado que EUA, China e todos os maiores emissores de gases de efeito estufa (dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), Perfluorcarbonetos (PFC's) e também o vapor de água) serão inspecionados para assegurar que os cortes definidos estão efetivamente colocados em prática.

sábado, 20 de novembro de 2010

Derretimento de Geleiras comprometem biodiversidade

Cerca de 8.400 km2 do território do Quirguistão são geleiras e estão derretendo em uma velocidade assustadora, segundo alertam os cientista. Com certeza esse fenômeno afetará tanto a flora quanto a fauna da Ásia Central, causando danos irreparáveis aos ecossistemas. Há, inclusive, se nada for feito, risco imediato de muitas espécies vegetais e animais desaparecerem.
Não podemos esquecer que embora as geleiras existentes no Quirguistão só cubram 0,1% da massa continental mundial, esse país abriga 1% das espécies do planeta. Nesse universo estão inclusos mais de 200 classes de plantas, mais de três mil invertebrados e 17 vertebrados. Esse país abriga ainda, alguns animais raros, como a ovelha Marco Polo, o urso marrom do Himalaia e a cabra montês siberiana, bem como o leopardo da neve – hoje, em risco de extinção, em função de seu hábitat está estreitamente vinculados as geleiras.
Segundo especialistas da região, 90% da água dos rios e lagos do Quirguistão provêm das geleiras que naturalmente derretem no verão e se congelam no inverno. Esse manejo natural das águas garante e alimenta os ecossistemas interligados, assegurando o hábitat de uma flora e fauna rica e diversificada naquele continente, como todos nós temos conhecimento.
As catástrofes que acontecem, mesmo à distância, batem a nossa porta alertando sobre a situação agonizante que o planeta ora atravessa.  Que façamos o mínimo, Prezado Leitor, mas que esse mínimo seja a nossa parte... Pense nisto!

domingo, 7 de novembro de 2010

Amazônia conta com 170 km² de floresta devastada

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) registrou que o Mato Grosso no mês de setembro de 2010, tornou-se o estado responsável por 48% dos 170 km² de floresta devastada na Amazônia. Mesmo assim, De acordo com o Instituto, o desflorestamento diminuiu em 21% se comparado ao mesmo período de 2009, quando o desmatamento atingiu 216 quilômetros quadrados.
É bem verdade, Prezado Leitor, que houve uma ligeira redução no percentual relativo ao desmatamento registrado na Amazônia. Todavia, o sistema mostra que a degradação florestal registrada no mês de setembro, que foi de 500 km², teve um aumento de 147% em relação ao mesmo mês de 2009. A maior parte da degradação aconteceu no Mato Grosso (85%), seguido por Pará (4%), Rondônia (4%), Acre (3%) e Amazonas (1%).
Segundo o SAD, a degradação florestal acumulada atingiu 2.055 quilômetros quadrados, representando um aumento extremamente expressivo de 213% na degradação florestal acumulada de agosto a setembro de 2010, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Nessa área, Caro Leitor, precisamos nos mobilizar para fazermos ainda  mais. Os dados revelados pelo SAD registraram  que os 170 km² de desmatamento que ocorreu no mês de setembro comprometeram 2,6 milhões de toneladas de carbono. Essa quantidade de carbono afetada resulta em 9,5 milhões de toneladas de CO2 equivalente (medida métrica utilizada para comparar as emissões de vários Gases de Efeito Estufa baseado no potencial de aquecimento global de cada um, definido na decisão 2/COP 3) e representa uma queda de 13% em relação a setembro de 2009, quando o carbono florestal afetado foi de 3,9 milhões de toneladas.

domingo, 24 de outubro de 2010

Entraves climáticos do século XXI

É bem verdade, Caro Leitor, que existe entre nós mortais, pessoas que ainda  rejeitam  que o aquecimento global é uma realidade que tem origem da atividade humana.
Pelo menos hoje, a maioria delas, já aceitam que entre 1961 e 1997, as geleiras mundiais perderam cerca de quatro mil quilômetros cúbicos de gelo e que, além disso, a camada de gelo da Groenlândia possivelmente não terá salvação.
Com certeza nesse universo sem salvação estão incluídas outras partes do nosso planeta. Há estudos no meio acadêmico que projetam que uma fatia significativa da população mundial (de 13 a 88 milhões de pessoas) poderá ser inundada pelo mar a cada ano na década de 2080. Infelizmente nesse contexto encontram-se, como sempre, os países mais pobres que, por conseguinte, serão os mais penalizados.
Cientistas especializados no assunto alegam, categoricamente, que para evitar os efeitos mais catastróficos gerados pelas mudanças climáticas, a sociedade como um todo terá que se mobilizar com o propósito de estabilizar as emissões na próxima década e depois reduzi-las de 60% a 80%, pelo menos, até meados desse século.
Felizmente nós, Caro Leitor, ainda podemos fazer muito: segundo estudo de 2008 realizado por pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, por exemplo, se deixássemos simplesmente de comer carne e laticínios apenas um dia por semana, isso faria mais para reduzir o nosso déficit  coletivo de carbono do que se toda a população dos Estados Unidos comesse alimentos produzidos localmente todos os dias do ano. Jamais poderemos esquecer que a produção de um quilo de carne bovina, emite a mesma quantidade de gases de efeito estufa produzida por um carro pequeno, durante um percurso de aproximadamente 112 quilômetros.
Acho, sinceramente, Prezado Leitor, que nós deveremos refletir, urgentemente, sobre o assunto e mudarmos alguns procedimentos visando, sobretudo, a mitigação dos malefícios provocados pelas mudanças climáticas.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Amazônia e a sua Biodiversidade

O termo biodiversidade ou diversidade biológica, julgo bom lembrar Caro Leitor, descreve a riqueza e a variedade do mundo natural. Para entender perfeitamente o que é biodiversidade, é preciso  considerar o termo em dois níveis diferentes: todas as formas de vida, assim como os genes contidos em cada indivíduo, e as inter-relações, ou ecossistemas, na qual a existência de uma espécie afeta diretamente muitas outras.
A diversidade biológica está presente em todo lugar: no meio dos desertos, nas tundras congeladas ou nas fontes de água sulfurosas. A diversidade genética possibilitou a adaptação da vida nos mais diversos pontos do planeta. As plantas, por exemplo, estão na base dos ecossistemas. Como elas florescem com mais intensidade nas áreas úmidas e quentes, a maior diversidade é detectada nos trópicos, como é o caso da Amazônia e sua excepcional vegetação.
Ainda não se sabe quantas espécies vegetais e animais existem no mundo. As estimativas variam entre 10 e 50 milhões, mas até agora os cientistas classificaram e deram nome a somente 1,5 milhão de espécies. Entre os especialistas, o Brasil é considerado o país da "megadiversidade". Aproximadamente 20% das espécies conhecidas no mundo estão presentes nos nossos ecossistemas.
Infelizmente a poluição aliada ao uso excessivo dos recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola e a expansão urbana e industrial está levando muitas espécies vegetais e animais à extinção. A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão ser extinta dentro dos próximos 30 anos. 
            O que ainda nos conforta, Prezado Leitor, é que a biodiversidade amazônica reserva muitos segredos. Essa “caixa de segredos” surpreenderá, com certeza, a humanidade ao longo das próximas décadas. As florestas da região concentram 60% de todas as formas de vida do planeta, mas calcula-se que somente 30% de todas elas são conhecidas pela ciência. 

sábado, 4 de setembro de 2010

Buraco na camada de ozônio situada sobre o Rio Grande do Sul tem ficado cada vez maior

Estudo realizado por pesquisadores da Argentina, Brasil, Chile e Holanda que será entregue à revista “Geophysical Research Letters” comprovou que um buraco na camada de ozônio, situado sobre o estado do Rio Grande do Sul, tem ficado cada vez maior, desprotegendo por completo a região, que está vulnerável à incidência de raios ultravioleta.
De acordo com esses pesquisadores, em 2009 o limite da camada de ozônio atingiu a Argentina e o Chile, mas células de ar pobres em ozônio desprenderam-se atingindo a região da cidade de Santa Maria, localizada a 286 km de Porto Alegre.
O estudo explica que a radiação ultravioleta não tem conexão direta com o fenômeno do aquecimento global, todavia, a incidência desses raios em uma área poluída pode provocar reações químicas que acarretem a elevação de temperaturas.
A formação desse fenômeno tem despertado a curiosidade dos cientistas de todo mundo. De qualquer forma, é oportuno lembrar, Caro Leitor, que o referido buraco, tradicionalmente, ocorre sobre a Antártica no mês de setembro.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Estudo divulgado pelo IBGE aponta aumento significativo no desmatamento na Amazônia

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quara-feira (1/09) os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) do Brasil no ano de 2010.  Segundo a publicação, o desmatamento total da floresta amazônica já atingiu 14,6%.  "A área total desflorestada da Amazônia, que até 1991 era de 8,4% (426.400 km²), chegou a 14,6% (739.928 km²) em 2009".
A situação mais crítica é do bioma Mata Atlântica, com 133 km2 de área remanescente, menos de 10% da área original.  O cerrado também sofre com desmatamento, e perdeu praticamente a metade de sua cobertura florestal.
Ficou caracterizado nos dados divulgados pelo IBGE que o desmatamento e queimadas contribuíram com 57% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa.  No período de 2000 a 2005, o Brasil emitiu um total de 2,2 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera.
Felizmente, Caro Leitor, nem tudo está perdido. Os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável também mostra  avanços na área ambiental. O Brasil destina hoje 750 mil km2 a Unidades de Conservação (UC) federal, o que representa 9% do território brasileiro.  Entre os biomas brasileiros, a Amazônia é a mais protegida, já que áreas protegidas representam 17% da região.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A água que sobrou no nosso planeta e as cifras que não podemos esquecer

A água é o bem mais característico e peculiar do Planeta Terra. Atualmente é considerado por muitos especialistas como sendo um alimento essencial à vida. A água, sem sombra de dúvidas, constitui o recurso mais precioso que a humanidade dispõe.
Quase toda a água do planeta está concentrada nos oceanos. Apenas uma pequena fração (menos de 3%) está em terra e a maior parte desta está sob a forma de gelo e neve ou abaixo da superfície (água subterrânea). Só uma fração muito pequena (cerca de 1%) de toda a água terrestre está diretamente disponível ao homem e aos outros organismos, sob a forma de lagos e rios, ou como umidade presente no solo, na atmosfera e como componente dos mais diversos organismos.

A água no mundo
A quantidade de água doce no mundo está estimada em 34,6 milhões de km3 (ref. 1km3 corresponde a 1 trilhão de litros), porém somente cerca de 30,2% (10,5 milhões de km3 – água doce subterrânea, rios, lagos, pântanos, umidade do solo e vapor na atmosfera) podem ser utilizados para a vida vegetal e animal nas terras emersas. O restante, cerca de 69,8% (24,1 milhões de km3) encontra-se nas calotas polares, geleiras e solos gelados. Dos 10,5 milhões de km3 de água doce, aproximadamente 98,7% (10,34 milhões de km3) correspondem à parcela de água subterrânea, e apenas 0,9% (92,2 mil km3) correspondem ao volume de água doce superficial (rios e lagos) diretamente disponível para o consumo humano. Esse volume é suficiente para atender de 6 a 7 vezes o mínimo anual que cada habitante do Planeta precisa, considerando a população atual de 6,4 bilhões de habitantes.

A água no Brasil
O Brasil detém cerca 12% da reserva hídrica do Planeta, com disponibilidade de 182.633 m3/s, além de possuir os maiores recursos mundiais, tanto superficiais (Bacias hidrográficas do Amazonas e Paraná) quanto subterrâneos (Bacias Sedimentares do Paraná, Piauí, Maranhão). Todo esse potencial tem o reforço de chuvas abundantes em mais de 90% do território, aliadas a formações geológicas que favoreceram a gênese de imensas reservas subterrâneas, como também possibilitaram a instalação de extensas redes de drenagem, gerando cursos d’água de grandes expressões.
Caro Leitor, de toda água que temos apenas 1% pode ser utilizada para o consumo humano. Nunca é demais enfatizar que a água é imprescindível para sobrevivência da vida. Diante da importância desse recurso natural para todas as espécies, chegou, efetivamente, a hora de revermos nossos conceitos com relação a utilização racional da água. Vamos, enfim, juntos dar as mãos para manejarmos adequadamente as nossas fontes de água doce.

Fontes pesquisadas:
BORGHETTI, N. R. B.; BORGHETTI, J. R.; ROSA FILHO, E. F da. Aquífero Guarani: A verdadeira integração dos países do Mercosul. Curitiba, 2004. 214p.
REBOUÇAS, A. C. Água no Brasil: abundância, desperdício e escassez. BAHIA ANÁLISE & DADOS, Salvador, v. 13, n. ESPECIAL, p. 341-345, 2003. 

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mato Grosso está comprometido com redução do desmatamento

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon),  divulgou no último  domingo (27 de junho), que o Mato Grosso reduziu em 24,0% a área considerada como de possíveis desmatamentos do tipo corte raso, no período de agosto de 2009 a maio de 2010, em comparação com agosto de 2008 a maio de 2009.
Em contrapartida, os últimos números divulgados pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), revelaram que houve uma redução de 52,1% da área considerada como de possíveis desmatamentos do tipo corte raso e do tipo degradação progressiva, no período de agosto de 2009 a abril de 2010 em comparação com agosto de 2008 a abril de 2009.
Segundo as informações obtidas pelo satélite NOAA 15, Instrumento de referência para focos de calor do INPE,  o Mato Grosso reduziu 61,2% desses focos no período de agosto de 2009 a maio de 2010, em comparação com agosto de 2008 a maio de 2009.
Os dados registrados pelo INPE apontam que o Mato Grosso está com uma área de cobertura de nuvens muito menor do que o restante da Amazônia Legal. Este é mais um indicativo que tanto os números do DETER quanto os do SAD refletem muito bem o comportamento do desmatamento naquele Estado. Nos outros Estados, onde o desmatamento também é acentuado,  os números infelizmente  só começam efetivamente a aparecer a partir de maio e junho, quando a cobertura de nuvens começa a diminuir.
Apesar das pequenas divergências apresentada nesta matéria, por parte dos órgãos encarregados de registrar os dados referentes ao desmatamento na Amazônia Legal, os números aqui revelados apontam que vários segmentos da sociedade civil brasileira estão conscientes dos males que o desmatamento praticado de modo irresponsável pode causar ao planeta. Todavia, Prezado Leitor, para que haja reversão desse quadro é imprescindível  que os governos dos Estados atingidos, intensifiquem as ações referentes a educação ambiental, monitoramento, fiscalização e responsabilização.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Nos meses de abril e maio de 2010 a Amazônia sofreu um déficit de 161 km² de floresta

O desmatamento na Amazônia teve uma redução significativa nos meses de abril e maio de 2010, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em abril deste ano, o desmatamento atingiu 65 km² (queda de 47% em relação a abril de 2009) e, em maio, somou 96 km² (redução de 39% em relação a maio de 2009). Esses dados foram registrados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que tem a nobre missão de promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia brasileira por meio de estudos, apoio à formulação de políticas públicas, disseminação ampla de informações e formação profissional.

Em abril de 2010, o desmatamento ocorreu principalmente no Estado de Mato Grosso (59%), seguido de Pará (23%) e Rondônia (10%).  O restante da devastação ocorreu no Amazonas (6%) e no Acre (2%).  Já em maio, o desmatamento foi maior no Amazonas (33%) seguido de Mato Grosso (26%), Rondônia (22%), Pará (17%) e Acre, com apenas 2%.

A maior parte da devastação aconteceu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse, em ambos os meses.  Porém, os dados podem estar subestimados, já que a cobertura de nuvens no período só possibilitou o monitoramento de 45% da Amazônia, em abril, e de 50% em maio.

O Imazon também divulgou os dados do desmatamento acumulado de agosto de 2009 a maio de 2010 (oito primeiros meses do atual calendário de desmatamento).  Nesse período, foram desmatados 1.161 km² de floresta, ou seja, houve um aumento de 7% na derrubada de árvores, em comparação com o período anterior (agosto de 2008 a maio de 2009), quando a devastação foi de 1.084 km².

Os dados do Imazon haviam revelado um crescimento de 24% do desmatamento acumulado 2009/2010 em relação ao observado no período anterior.  Porém, a redução expressiva da devastação nos últimos dois meses, fez com que a ascensão do desmatamento acumulado caísse para 7%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Essa redução, Caro Leitor, sinaliza que a política ambiental ora praticada pelos nossos governantes caminha na direção certa. Todavia, jamais poderemos esquecer que muito nesse sentido ainda precisa ser feito.