"A terra geme com a agonia gerada pelo Aquecimento Global"

quinta-feira, 3 de março de 2011

Uso de Fertilizantes Fosfatados deixa Oceanos sem vida

Os 10 países - maiores detentores de terras aráveis do planeta (EUA, Índia, China, Rússia, Brasil, Austrália,  Canadá, Ucrânia, Nigéria e Argentina) considerados como seleiro do mundo, enfrentam hoje os problemas decorrentes do uso indiscriminado dos fertilizantes fosfatados.
Faz-se necessário lembrar, Caro Leitor, que depois do Nitrogênio (N) o Fósforo (P) é o nutriente mais comumente aplicado às culturas. Os compostos: Ferro (Fe) e Manganês (Mn), por exemplo, insolúveis e indisponíveis às plantas, beneficiam as culturas a partir da aplicação de P superiores às requisitadas  pela espécie.
O Fósforo é importante para o desenvolvimento do sistema radicular das plantas, formação e fecundação das flores, fixação dos frutos e formação das sementes. Todavia, o excesso desse fertilizante aplicado ao solo, normalmente decorrente da ignorância dos detentores de latifúndios  ou da falta criteriosa de uma análise de solo procedida por técnicos capacitados, está atingindo os Oceanos, assim comprometendo a biodiversidade marinha.
Segundo o UNEP Year Book 2011, a demanda pelo fosfato disparou durante o século 20, em função do debate acalorado sobre a possibilidade das reservas finitas de rocha fosfática acabarem em breve.
Estima-se, entretanto, que 35 países produzam fosfato de rocha e entre os dez países com as maiores reservas estão a Algéria, China, Israel, Jordânia, Rússia, África do Sul, Síria e Estados Unidos.
Novas minas de fosfato têm sido comissionadas em países como Austrália, Peru e Arábia Saudita e há países e também empresas buscando por novos horizontes mesmo que distantes, inclusive no fundo do mar na costa da Namíbia.
Alguns pesquisadores sugerem que o consumo de fosfato no mundo é, a médio e longo prazo, insustentável e que o pico de produção, com um posterior declínio, poderá ocorrer no século 21. Por outro lado, o Centro Internacional de Desenvolvimento de Fertilizantes alega que o mundo possui cerca de 60 bilhões de toneladas de reserva de fosfato, ao contrário dos dezesseis bilhões anteriormente estimados. Considerando taxas de produção atuais, estas reservas poderão durar por mais de 300 anos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos também ajustou recentemente as suas estimativas para 65 bilhões de toneladas.
É preciso, Caro Leitor, que se faça mais pesquisas com o propósito de conhecer a forma como o fosfato se desloca pelo meio ambiente, a fim de maximizar a sua utilização na produção agrícola e pecuária e também reduzir o desperdício e impactos ambientais.


Considerações sobre o desperdício de fosfato - recurso precioso para a Agricultura:

Atualmente, os seres humanos consomem através da comida apenas 1/5 do fosfato extraído, ficando o restante retido no solo ou sendo lançado no meio ambiente aquático.
  •  Nos últimos 50 anos, concentrações de fosfato em águas doces e em terra têm crescido na ordem de pelo menos 75%.
  • O fluxo estimado de fosfato para o ambiente marinho a partir da terra já está na ordem de 22 milhões de toneladas por ano.
      Nas megacidades dos países em desenvolvimento, até 70% da água carregada de nutrientes e fertilizantes, como o fosfato é despejada sem tratamento em rios e zonas costeiras.
  • Na Suécia, por exemplo, objetiva-se reciclar 60% do fosfato contido nas águas residuais dos municípios    até o ano de 2015.
         Outras medidas para reduzir as liberações incluem a redução da erosão e da perda da camada superior da terra, onde grandes quantidades de fosfato estão associadas com as partículas do solo e com fertilizantes em excesso que são armazenados após a aplicação.
  • Na África, as perdas de solo estão próximas de 0,5 toneladas por hectare por ano e na Ásia esta relação é ainda maior, chegando a quase 1,70 toneladas por hectare por ano.
Amigo Produtor!  Chegou a sua vez.  Ponha em prática as medidas que poderão minimizar consideravelmente os problemas causados pelo excesso da adubação fosfatada. Faça, a partir de agora, análise do solo antes de proceder qualquer tipo de adubação; Faça aração em contornos; Faça plantio em curva de nível de cercas-vivas em encostas íngremes e, por fim, faça plantação de culturas de cobertura.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A fome assolará o mundo nos próximos 10 anos

Se nada for feito para conter o aquecimento global, com certeza muita gente passará fome em todos os recantos do mundo. Basta lembrar que a Índia, país com mais de 1,2 bilhões de pessoas, segundo maior produtor de arroz e trigo, pode perder até 30% de sua capacidade agrícola já em 2020. Essa situação diminuirá a oferta de comida, em função do aumento significativo do déficit entre a produção e a demanda por alimentos.
O estudo "The Food Gap: The Impacts of Climate Change on Food Production: A 2020 Perspective” (A Falta de Alimento – Os Impactos das Mudanças Climáticas na Produção de Alimentos: The Food Gap), afirma que em um planeta mais quente, países que atualmente são grandes produtores de alimentos sofrerão com a redução na produção agrícola. Por outro lado, regiões que atualmente sofrem com invernos rigorosos serão mais férteis, criando novas fronteiras agrícolas. Se considerarmos o aumento gradativo da população mundial para o período considerado, 20% da população passará fome.
Esse estudo prevê ainda que até 2020, a produção de trigo terá um déficit de 14% entre a oferta e a demanda, o arroz 11% e o milho 9%. Apenas a soja terá um resultado positivo, com uma oferta 5% maior que a demanda.
Entre os continentes, a África será o mais prejudicado. As secas prolongadas serão responsáveis pelas misérias geradas pela fome. Há perspectiva que nas próximas décadas mais de 70% da terra arável desse continente esteja perdida e as plantações de milho, importantíssimas para a região, possa desaparecer completamente.
A Itália, Espanha e França possivelmente terão que buscar alternativas para produzirem os produtos que cultivam há séculos. Infelizmente, no universo das culturas ameaçadas estão a Uva e a Oliveira. Todavia, nem tudo está pedido. O Estudo também reconhece que algumas regiões serão favorecidas com o aquecimento global, como o norte dos Estados Unidos, Canadá, China e a Etiópia. Mesmo assim, o aumento da produção agrícola nesses locais não suprirá a demanda por alimentos.
Segundo o referido  estudo,  o aumento populacional deverá elevar a população mundial para 7,8 bilhões de pessoas em 2020.  O número de famintos deverá saltar dos atuais 14% da população para 20%, assim, uma em cada cinco pessoas passará fome.
É importante registrar, Prezado Leitor, que a Fundação Ecológica Universal (FEU), uma organização sem fins lucrativos criada em 1990 na Argentina e que conta com o apoio técnico do cientista climático Osvaldo Canziani, vencedor do Prêmio Nobel de 2007, afirma que o déficit agrícola apresentado pelos grandes produtores de grãos, será responsável pelo aumento de 20% no preço dos alimentos. Essa Fundação afirma categoricamente que isso pode resultar em novas crises econômicas e conflitos entre os países.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Solução para redução dos Gases do Efeito Estufa

Não podemos ignorar, Prezado Leitor, que há impasses nas negociações em todos os escalões de responsabilidades, que  não permitem que haja efetivamente a tão desejada redução de emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE). Pelo o que se tem visto, infelizmente, as negociações caminham a passos curtos e, como consequência, as mazelas oriundas do aquecimento global continuam prejudicando diferentes regiões do Planeta.
Depois dos resultados positivos da Conferência das Partes (COP 16), de certa forma surpreendente, conforme já relatei em matéria anteriormente publicada neste Blog, a sociedade deve ficar atenta, obviamente fazendo a sua parte, para o papel que será desempenhado pelos governos e os  principais atores da economia nas emissões de gases do efeito estufa: setor energético responsável por 26% das emissões, setor industrial por 20%, atividades agropastoris por 13%, desmatamento por 18% e, finalmente,   prédios residenciais e comerciais  por 8 % das indesejáveis emissões.
Para resumir o cenário que ora vivenciamos, aproveito o ensejo para  lembrar que o último relatório do Painel Internacional de Mudanças Globais do Clima (IPCC),  apontou um aumento de 70% nas emissões de CO2 entre o período de 1970 e 2004. Paralelamente ao aumento dessas emissões há uma intensificação da temperatura da Terra, que já é 5% maior do que há cinquenta anos.
É oportuno ainda  lembrar que o aquecimento global é o principal responsável pela variação brusca do clima, que por sua vez leva a mudança no padrão de chuvas, causando por conseguinte,  enchentes e secas, alterações na temperatura da superfície marinha, trazendo prejuízos a ecossistemas aquáticos, derretimento das geleiras polares, entre outras sequelas.
Aposta-se, entretanto, Prezado Leitor, na busca pela inovação tecnológica, uma vez que ela  pode se tornar a resposta que todos esperamos para garantir o futuro sustentável do planeta. Vejamos, a partir de já, algumas alternativas apontadas nesta matéria que justificam as apostas nas novas tecnologias: O World Resource Institute afirma que os estudos concernentes à mitigação das mudanças climáticas em longo prazo ratificam que o desenvolvimento tecnológico será crucial para o fortalecimento da economia e conclusão das políticas do clima; O artigo “Technology Innovation and Climate Change Policy: an overview of issues and options”, escrito por Michael Grubb, deixou claro que há probabilidade de novas tecnologias garantirem o desenvolvimento sustentável dos países. Finalmente, em 2010 um relatório do Departamento de Energia dos EUA  afirmou que a inovação tecnológica terá grande repercussão através de Pesquisa e Desenvolvimento nas seguintes áreas: veículos elétricos, sequestro geológico de carbono, produção de hidrogênio, geração de energia eólica, solar geotérmica e nuclear. Trata-se de tecnologias viáveis atualmente e que têm o potencial de alterar drástica e positivamente o padrão de consumo de energia mundial.
Sem sombra de dúvidas, Caro Leitor, a promoção de tecnologias que acompanhem os anseios das metas globais, aliada a  harmonia entre as políticas internacionais que vislumbram a redução da emissão GEE e a imprescindível conscientização da sociedade, possivelmente sejam a solução para os transtornos oriundos das alterações climáticas provocadas pelo homem.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Acordos climáticos estabelecidos na COP 16 surpreendem o Mundo

Ufa!... Finalmente Prezado Leitor os 194 países signatários da Convenção das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas concordaram que o aumento da temperatura na Terra é uma ameaça à vida no planeta e que, por esta razão, é preciso evitar o aquecimento global (aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da terra) em mais de 2oC, sob o risco de tornar seus efeitos catastróficos e irreversíveis.
Refiro-me desta forma porque até hoje a Convenção, que já tem quase 20 anos, ainda não tinha um texto que reconhecesse o alerta dos cientistas a respeito das concentrações crescentes de gases do efeito estufa (substâncias gasosas que absorvem parte da radiação infravermelha, emitida principalmente pela superfície terrestre) resultado das atividades humanas. O Acordo de Cancún deixou para a próxima Conferência (COP 17), que acontecerá em Durban, na África do Sul, o estabelecimento das metas de redução, necessárias para evitar o aquecimento e que vão substituir o Protocolo de Kyoto, em vigor só até 2011.
Entre outras inovações estabelecidas no Acordo de Cancún destaca-se a  criação do Fundo Verde, que vai arrecadar US$ 30 bilhões dos países ricos (entre eles EUA, Japão e os países da União Européia) até 2012 e, a partir daí, mais US$ 100 bilhões por ano para financiar a adaptação dos países pobres e emergentes aos efeitos das mudanças climáticas.
Em Cancún foi definido ainda que haverá  uma ajuda financeira para os países que mantêm suas florestas, como Brasil, Indonésia e Congo, por meio de um mecanismo chamado REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação). De imediato o Brasil não receberá investimentos,  haja vista que o primeiro valor será destinado ao monitoramento das florestas. Adianto Prezado Leitor que nesse quesito o Brasil já faz, embora com alguma deficiência, o seu dever de casa.
Também ficou acordado que EUA, China e todos os maiores emissores de gases de efeito estufa (dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), Perfluorcarbonetos (PFC's) e também o vapor de água) serão inspecionados para assegurar que os cortes definidos estão efetivamente colocados em prática.

sábado, 20 de novembro de 2010

Derretimento de Geleiras comprometem biodiversidade

Cerca de 8.400 km2 do território do Quirguistão são geleiras e estão derretendo em uma velocidade assustadora, segundo alertam os cientista. Com certeza esse fenômeno afetará tanto a flora quanto a fauna da Ásia Central, causando danos irreparáveis aos ecossistemas. Há, inclusive, se nada for feito, risco imediato de muitas espécies vegetais e animais desaparecerem.
Não podemos esquecer que embora as geleiras existentes no Quirguistão só cubram 0,1% da massa continental mundial, esse país abriga 1% das espécies do planeta. Nesse universo estão inclusos mais de 200 classes de plantas, mais de três mil invertebrados e 17 vertebrados. Esse país abriga ainda, alguns animais raros, como a ovelha Marco Polo, o urso marrom do Himalaia e a cabra montês siberiana, bem como o leopardo da neve – hoje, em risco de extinção, em função de seu hábitat está estreitamente vinculados as geleiras.
Segundo especialistas da região, 90% da água dos rios e lagos do Quirguistão provêm das geleiras que naturalmente derretem no verão e se congelam no inverno. Esse manejo natural das águas garante e alimenta os ecossistemas interligados, assegurando o hábitat de uma flora e fauna rica e diversificada naquele continente, como todos nós temos conhecimento.
As catástrofes que acontecem, mesmo à distância, batem a nossa porta alertando sobre a situação agonizante que o planeta ora atravessa.  Que façamos o mínimo, Prezado Leitor, mas que esse mínimo seja a nossa parte... Pense nisto!

domingo, 7 de novembro de 2010

Amazônia conta com 170 km² de floresta devastada

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) registrou que o Mato Grosso no mês de setembro de 2010, tornou-se o estado responsável por 48% dos 170 km² de floresta devastada na Amazônia. Mesmo assim, De acordo com o Instituto, o desflorestamento diminuiu em 21% se comparado ao mesmo período de 2009, quando o desmatamento atingiu 216 quilômetros quadrados.
É bem verdade, Prezado Leitor, que houve uma ligeira redução no percentual relativo ao desmatamento registrado na Amazônia. Todavia, o sistema mostra que a degradação florestal registrada no mês de setembro, que foi de 500 km², teve um aumento de 147% em relação ao mesmo mês de 2009. A maior parte da degradação aconteceu no Mato Grosso (85%), seguido por Pará (4%), Rondônia (4%), Acre (3%) e Amazonas (1%).
Segundo o SAD, a degradação florestal acumulada atingiu 2.055 quilômetros quadrados, representando um aumento extremamente expressivo de 213% na degradação florestal acumulada de agosto a setembro de 2010, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Nessa área, Caro Leitor, precisamos nos mobilizar para fazermos ainda  mais. Os dados revelados pelo SAD registraram  que os 170 km² de desmatamento que ocorreu no mês de setembro comprometeram 2,6 milhões de toneladas de carbono. Essa quantidade de carbono afetada resulta em 9,5 milhões de toneladas de CO2 equivalente (medida métrica utilizada para comparar as emissões de vários Gases de Efeito Estufa baseado no potencial de aquecimento global de cada um, definido na decisão 2/COP 3) e representa uma queda de 13% em relação a setembro de 2009, quando o carbono florestal afetado foi de 3,9 milhões de toneladas.

domingo, 24 de outubro de 2010

Entraves climáticos do século XXI

É bem verdade, Caro Leitor, que existe entre nós mortais, pessoas que ainda  rejeitam  que o aquecimento global é uma realidade que tem origem da atividade humana.
Pelo menos hoje, a maioria delas, já aceitam que entre 1961 e 1997, as geleiras mundiais perderam cerca de quatro mil quilômetros cúbicos de gelo e que, além disso, a camada de gelo da Groenlândia possivelmente não terá salvação.
Com certeza nesse universo sem salvação estão incluídas outras partes do nosso planeta. Há estudos no meio acadêmico que projetam que uma fatia significativa da população mundial (de 13 a 88 milhões de pessoas) poderá ser inundada pelo mar a cada ano na década de 2080. Infelizmente nesse contexto encontram-se, como sempre, os países mais pobres que, por conseguinte, serão os mais penalizados.
Cientistas especializados no assunto alegam, categoricamente, que para evitar os efeitos mais catastróficos gerados pelas mudanças climáticas, a sociedade como um todo terá que se mobilizar com o propósito de estabilizar as emissões na próxima década e depois reduzi-las de 60% a 80%, pelo menos, até meados desse século.
Felizmente nós, Caro Leitor, ainda podemos fazer muito: segundo estudo de 2008 realizado por pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, por exemplo, se deixássemos simplesmente de comer carne e laticínios apenas um dia por semana, isso faria mais para reduzir o nosso déficit  coletivo de carbono do que se toda a população dos Estados Unidos comesse alimentos produzidos localmente todos os dias do ano. Jamais poderemos esquecer que a produção de um quilo de carne bovina, emite a mesma quantidade de gases de efeito estufa produzida por um carro pequeno, durante um percurso de aproximadamente 112 quilômetros.
Acho, sinceramente, Prezado Leitor, que nós deveremos refletir, urgentemente, sobre o assunto e mudarmos alguns procedimentos visando, sobretudo, a mitigação dos malefícios provocados pelas mudanças climáticas.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Amazônia e a sua Biodiversidade

O termo biodiversidade ou diversidade biológica, julgo bom lembrar Caro Leitor, descreve a riqueza e a variedade do mundo natural. Para entender perfeitamente o que é biodiversidade, é preciso  considerar o termo em dois níveis diferentes: todas as formas de vida, assim como os genes contidos em cada indivíduo, e as inter-relações, ou ecossistemas, na qual a existência de uma espécie afeta diretamente muitas outras.
A diversidade biológica está presente em todo lugar: no meio dos desertos, nas tundras congeladas ou nas fontes de água sulfurosas. A diversidade genética possibilitou a adaptação da vida nos mais diversos pontos do planeta. As plantas, por exemplo, estão na base dos ecossistemas. Como elas florescem com mais intensidade nas áreas úmidas e quentes, a maior diversidade é detectada nos trópicos, como é o caso da Amazônia e sua excepcional vegetação.
Ainda não se sabe quantas espécies vegetais e animais existem no mundo. As estimativas variam entre 10 e 50 milhões, mas até agora os cientistas classificaram e deram nome a somente 1,5 milhão de espécies. Entre os especialistas, o Brasil é considerado o país da "megadiversidade". Aproximadamente 20% das espécies conhecidas no mundo estão presentes nos nossos ecossistemas.
Infelizmente a poluição aliada ao uso excessivo dos recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola e a expansão urbana e industrial está levando muitas espécies vegetais e animais à extinção. A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão ser extinta dentro dos próximos 30 anos. 
            O que ainda nos conforta, Prezado Leitor, é que a biodiversidade amazônica reserva muitos segredos. Essa “caixa de segredos” surpreenderá, com certeza, a humanidade ao longo das próximas décadas. As florestas da região concentram 60% de todas as formas de vida do planeta, mas calcula-se que somente 30% de todas elas são conhecidas pela ciência. 

sábado, 4 de setembro de 2010

Buraco na camada de ozônio situada sobre o Rio Grande do Sul tem ficado cada vez maior

Estudo realizado por pesquisadores da Argentina, Brasil, Chile e Holanda que será entregue à revista “Geophysical Research Letters” comprovou que um buraco na camada de ozônio, situado sobre o estado do Rio Grande do Sul, tem ficado cada vez maior, desprotegendo por completo a região, que está vulnerável à incidência de raios ultravioleta.
De acordo com esses pesquisadores, em 2009 o limite da camada de ozônio atingiu a Argentina e o Chile, mas células de ar pobres em ozônio desprenderam-se atingindo a região da cidade de Santa Maria, localizada a 286 km de Porto Alegre.
O estudo explica que a radiação ultravioleta não tem conexão direta com o fenômeno do aquecimento global, todavia, a incidência desses raios em uma área poluída pode provocar reações químicas que acarretem a elevação de temperaturas.
A formação desse fenômeno tem despertado a curiosidade dos cientistas de todo mundo. De qualquer forma, é oportuno lembrar, Caro Leitor, que o referido buraco, tradicionalmente, ocorre sobre a Antártica no mês de setembro.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Estudo divulgado pelo IBGE aponta aumento significativo no desmatamento na Amazônia

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quara-feira (1/09) os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) do Brasil no ano de 2010.  Segundo a publicação, o desmatamento total da floresta amazônica já atingiu 14,6%.  "A área total desflorestada da Amazônia, que até 1991 era de 8,4% (426.400 km²), chegou a 14,6% (739.928 km²) em 2009".
A situação mais crítica é do bioma Mata Atlântica, com 133 km2 de área remanescente, menos de 10% da área original.  O cerrado também sofre com desmatamento, e perdeu praticamente a metade de sua cobertura florestal.
Ficou caracterizado nos dados divulgados pelo IBGE que o desmatamento e queimadas contribuíram com 57% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa.  No período de 2000 a 2005, o Brasil emitiu um total de 2,2 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera.
Felizmente, Caro Leitor, nem tudo está perdido. Os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável também mostra  avanços na área ambiental. O Brasil destina hoje 750 mil km2 a Unidades de Conservação (UC) federal, o que representa 9% do território brasileiro.  Entre os biomas brasileiros, a Amazônia é a mais protegida, já que áreas protegidas representam 17% da região.