"A terra geme com a agonia gerada pelo Aquecimento Global"

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Brasileiros envenenados por agrotóxicos


Segundo a  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Brasil usa 19% de todos os agrotóxicos produzidos no mundo.



Infelizmente Prezado(a) Leitor(a) o Brasil se destaca negativamente no cenário mundial, como sendo o país responsável por 1/5 do consumo de todos os agrotóxicos produzidos no planeta. Em outras palavras, isto quer dizer que o Brasil usa 19% de todos os defensivos agrícolas produzidos no mundo. Nesse  ranking os Estados Unidos assumem a 2ª posição com 17%.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso dos agrotóxicos cresceu 93% entre 2000 e 2010 em todo o mundo. No Brasil esse  percentual foi superior a 190%.
Essa cifra (190%) é preocupante. Pesquisadores de instituições renomadas, especialistas no assunto, afirmam categoricamente que o uso de agrotóxicos no Brasil é abusivo, exagerado e incontrolável. Em função disso, atualmente, cada brasileiro é responsável pelo consumo de 5,7 litros de uma infinidade de agrotóxicos, utilizados principalmente no cultivo dos alimentos que, necessariamente, vão para nossas mesas. O efeito maléfico da ingestão desses produtos foi constatado,  recentemente, nos estados do Rio Grande do Sul e Mato Grosso, quando foi detectado acentuado percentual de agrotóxicos no leite materno. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

DICA DE SUSTENTABILIDADE


        Reduzir. Reutilizar. Reciclar. Estes, Prezado(a)  Seguidor(a), assim como outros vocábulos relacionados com os problemas ambientais oriundos das atividades irracionais desenvolvidas pelo homem, são indiscutivelmente indispensáveis para preservar o meio ambiente e contribuir para que haja, efetivamente, o desenvolvimento sustentável do planeta.

sábado, 14 de abril de 2012

Destino ambientalmente adequado para sacolas plásticas

Norte-americanos desenvolveram um processo que permite a utilização do polietileno, material utilizado na confecção das sacolas plásticas, na fabricação de fibras de carbono.

Cientistas investigando materiais leves que pudessem auxiliar as montadoras de carros norte-americanas, a criar um design capaz de atingir mais milhas por litro, sem, no entanto,  comprometer a segurança ou o conforto dos usuários, descobriram um novo destino para as sacolas plásticas.
Amit Naskar e seus colegas do Laboratório Oak Ridge nos Estados Unidos desenvolveram um processo que permite a utilização do polietileno, material utilizado na confecção das referidas sacolas, na fabricação de fibras de carbono. Esse material atualmente é empregado em equipamentos fabricados com tecnologia de ponta,  como carros de corrida, materiais esportivos, aviões e sondas espaciais.
Prezado(a) Seguidor(a) com certeza o meio ambiente ganha com essa descoberta. As sacolas plásticas que não eram recicladas adequadamente encontraram, enfim, um substituto ambientalmente vantajoso para elas.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Energia Eólica – a bola da vez

A energia eólica representa apenas 0,4% da matriz energética brasileira, mas acredita-se que o Brasil pode produzir, no mínimo, 143GW. Isso equivale a nada menos que à produção gerada por dez usinas de Itaipu somadas.

Diversos são os benefícios oriundos da energia gerada pelos ventos para o meio ambiente. Destaca-se entre eles  a não-emissão de dióxido de carbono na atmosfera, uma vez que este gás supera os demais responsáveis pelo agravamento da mudança climática global.
Além da não-emissão de dióxido de carbono na atmosfera, a produção de energia eólica reduz a dependência de combustíveis fósseis, sendo o vento um recurso abundante e renovável.
Infelizmente Prezado(a) Seguidor(a) no Brasil quando se trata de energia eólica, pode-se afirmar que  nesse campo o país caminha a passos curtos, sem vislumbrar, entretanto, um futuro promissor.
A energia eólica conta com um potencial ainda pouco aproveitado no mundo e, sobretudo no Brasil. Hoje, a energia eólica representa apenas 0,4% da matriz energética brasileira, mas estima-se que seu potencial seja de, no mínimo, 143GW. Isso equivale a nada menos que à produção gerada por dez usinas de Itaipu somadas.
Esses 143GW foram estimados com medições de ventos a 50 metros de altura. Em função disso, especialistas acreditam que esse dado está aquém da realidade, haja vista que atualmente já se realiza medições com equipamentos que trabalham a 100 metros de altura.
Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica, atualmente o País produz 1.471 MW. Porém, há estimativas de produzir 7 mil MW até 2014.
Diante dos 143GW, potencial de produção brasileiro estimado pela Empresa de Pesquisa Energética, o que justifica, sinceramente, este acanhamento na produção de energia eólica até 2014?
Estudos apontam que os entraves encontrados na produção de energia eólica no Brasil estão intrinsicamente relacionados aos custos dos investimentos nessa fonte de energia. Todavia, é preciso lembrar as autoridades competentes, que os custos tendem a ser reduzido com o aprendizado da tecnologia, aliado, principalmente, aos incentivos governamentais.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Vilões responsáveis pelo Aquecimento Global

De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) provenientes de atividades humanas cresceram 70% entre 1970 e 2004.
O efeito estufa dentro de uma determinada faixa é de vital importância, pois, sem ele, a vida como a conhecemos não poderia existir. O Efeito Estufa  serve, sobretudo, para manter o planeta aquecido, e assim, garantir a manutenção da vida. Todavia, o desequilíbrio energético ora existente no planeta, causado principalmente pela emissão desenfreada dos Gases do Efeito Estufa, dá origem ao fenômeno conhecido como Aquecimento Global.
No Brasil, a principal fonte de emissão de gases do efeito estufa vem das queimadas e derrubadas de florestas.  De acordo com o estudo “Indicadores de Desenvolvimento Sustentável Brasil 2008”, produzido pelo IBGE, a destruição da vegetação natural, em especial na Amazônia e no Cerrado, resultaram em 75% das emissões de gases do efeito estufa no país.  Isto, infelizmente, faz  o Brasil  assumir a postura de ser o quarto país que mais polui o mundo. Atualmente, emite em torno de 1,3 gigatoneladas (Gt) desses gases por ano. As duas maiores cidades brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro, que fazem uso intensivo de combustíveis fósseis, emitem juntas cerca de 3% desse total. Para se ter uma ideia dessa grandeza é oportuno lembrar que uma gigatonelada equivale a um bilhão de toneladas.
De acordo com o IPCC, há forte evidência de que grande parte do aquecimento global é decorrente do aumento da concentração de GEEs, principalmente o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O) e os halocarbonetos, que são gases que contêm carbono ligado a flúor, cloro ou bromo.
Eis, Prezado(a) Seguidor(a), a relação dos  “Vilões” responsáveis pela disseminação da tristeza em praticamente todos os recantos do planeta.
Dióxido de Carbono (CO2) - com moléculas formadas por um átomo de carbono e dois de oxigênio, o CO2 é um gás proveniente da queima de combustíveis fósseis e matéria orgânica e desflorestamento. Sua concentração na atmosfera do planeta passou de 280 ppm no período pré-industrial para 379 ppm em 2005, sendo que sua permanência na atmosfera é de 50 e 200 anos - o chamado tempo de decaimento do gás.  O potencial de aquecimento global de uma molécula de CO2 é usado como referência métrica padrão para determinar o potencial de aquecimento global (PAG) dos demais GEEs. Atualmente, o dióxido de carbono contribui com 60% do efeito estufa no planeta.
Metano (CH4) - com moléculas formadas por um átomo de carbono e quatro de hidrogênio, o gás metano é gerado por atividades como a pecuária, o cultivo de arroz inundado, a queima de combustíveis fósseis e de biomassa, insumos agrícolas e matéria orgânica em decomposição.  Sua concentração na atmosfera passou de 715 ppb no período pré-industrial para 1732 ppb no início dos anos 1990 e chegou a 1774 ppb em 2005.  Seu potencial de aquecimento global é 25 vezes maior do que o do dióxido de carbono, sendo que a molécula de CH4 permanece na atmosfera por até 20 anos, em média. Atualmente, o metano contribui com cerca de 15% do efeito estufa do planeta.
Óxido Nitroso (N2O) - formado por moléculas com dois átomos de nitrogênio e um de oxigênio, esse gás é proveniente de insumos agrícolas como fertilizantes e de atividades de conversão do uso da terra. Sua concentração foi de 270 ppb no período pré-industrial para 319 ppb em 2005.  Seu potencial de aquecimento global é cerca de 300 vezes maior que do dióxido de carbono e sua permanência na atmosfera chega a 150 anos.  Atualmente, 5% do efeito estufa está relacionado ao N2O.
Ozônio (O3) - esse gás compõe a camada que protege a Terra dos raios ultra-violeta do sol também atua como agente do efeito estufa.  No solo, o ozônio é gerado pela queima de biomassa e pela ação da luz do sol sobre hidrocarbonetos e moléculas Nox.  Sua permanência na atmosfera é de no máximo alguns meses, mas contribui com cerca de 8% do efeito estufa. A molécula do ozônio é formada pela ligação entre três átomos de oxigênio.
Hexafluoretos - são gases sintéticos caracterizados pela associação do átomo de flúor a outros elementos.  Apresentam potencial de aquecimento global altíssimo.  Destacam-se o hexafluoreto de enxofre (SF6) e os perfluorcarbonetos (PFCs).
Hexafluoreto de Enxofre (SF6) - gás sintético utilizado na geração de eletricidade, na fundição de magnésio e em semicondutores.  Seu potencial de aquecimento global pode ser mais de 22 mil vezes superiores ao do dióxido de carbono.  
Perfluorcarbonetos (PFCs) - usados na produção de equipamentos eletrônicos ou emitidos como subprodutos da produção do alumínio primário, esses gases sintéticos tem alto potencial de aquecimento global, podendo chegar a índices entre 6.500 e 9.200 vezes superiores ao do dióxido de carbono.
Halocarbonetos - no contexto do efeito estufa são gases sintéticos em que todas as ligações do átomo de carbono já estão associados a outros elementos, como cloro, flúor ou bromo.  A maioria desses gases aumentaram de um nível próximo de zero no período pré-industrial para concentrações bem maiores, devido às atividades humanas.  São os clorofluorcarbonetos (CFCs), hidroclorofluorcarbonetos (HCFCs) e hidrofluorcarbonetos (HFCs), bromofluorcarbonetos (halônios).
Clorofluorcarbonetos (CFCs) - Muito utilizados em sprays  e equipamentos de refrigeração os CFCs contribuem para o aumento do efeito estufa e também degradam a camada de ozônio.  Sua utilização foi bastante reduzida após 1987, quando foi assinado o Protocolo de Montreal sobre o uso de substâncias químicas para reduzir o buraco sobre a camada de ozônio.  Atualmente, contribuem com 12% do efeito estufa do planeta, podendo permanecer na atmosfera de 50 a 100 anos.  Seu potencial de aquecimento global é cerca de 10 mil vezes maior que o do CO2 mas os CFCs também provocam um processo de resfriamento ao destruir o ozônio.  
Hidrofluorcarboneto (HFC) - Gás sintético formado por átomos de hidrogênio, flúor e carbono, passou a ser adotados com mais intensidade pelo setor industrial a partir dos anos 1990, em substituição aos clorofluorcarbonetos (CFCs) que estavam sendo banidos pelo Protocolo de Montreal, devido a seu impacto para a camada de ozônio.  O HFC não afeta essa camada mas tem um impacto ainda maior sobre o efeito estufa, com um potencial de aquecimento global que pode ser de 120 a 12.000 vezes superior ao do dióxido de carbono.  O HFC pode ficar na atmosfera por até 400 anos.
Vapor d'água (H2O) - é o maior agente natural do efeito estufa no planeta.  Apesar de ser liberado por algumas atividades produtivas, as atividades humanas têm pouca influência sobre a quantidade de vapor na atmosfera, que varia com a temperatura de cada região, sendo mais abundante em zonas mais quentes.  O aumento da temperatura do planeta pode levar à elevação do vapor liberado pelas fontes hídricas e aumentar a contribuição desse gás para o efeito estufa.  Essa contribuição é mínima atualmente e a permanência do vapor na atmosfera não passa de alguns dias.



sábado, 14 de maio de 2011

DICA DE SUSTENTABILIDADE

          Prefira os utensílios domésticos confeccionados com madeiras certificadas e despreze, sempre que possível, aqueles confeccionados a partir da utilização de plásticos (materiais orgânicos poliméricos sintéticos, de constituição macrocelular, dotada de grande maleabilidade) e aço (liga metálica formada essencialmente por ferro e carbono, com percentagens deste último variando entre 0,008 e 2,11%). A grande vantagem decorrente do uso racional da madeira encontra-se na absorção de COque a árvore realizou durante toda a sua existência.  Por essa razão, Prezado(a)  Seguidor(a), dê preferência aos utensílios do lar confeccionados de madeiras como pinus, eucalipto e paricá. Desta forma, você estará evitando  a derrubada de espécies raras como pau-brasil, mogno, imbuia e jacarandá-paulista. 

sábado, 30 de abril de 2011

DICA DE SUSTENTABILIDADE

Prezado(a) Seguidor(a)! Faz-se necessário lembrá-lo(a) que um CD (Compact Disc - um dos mais populares meios de armazenamento de dados digitais, principalmente de música comercializada), leva cerca de 450 anos para se decompor e, ao ser incinerado, volta como chuva ácida (como a maioria dos plásticos). Por essa razão, sempre que possível prefira as mídias regraváveis, como CD-RW e Pen Drives. Use programas de compactação e compartilhe seus arquivos enviando por e-mail ou via FTP (Protocolo de Transferência de Arquivos).

domingo, 10 de abril de 2011

Biodiversidade é imprescindível para limpeza de cursos d´água

Estudo Científico fundamentado na disseminação de oito variedades de algas em 150 miniaturas representantes de rios localizados nos EUA comprovou, finalmente, a “suspeita” levantada pelos Ativistas do Meio Ambiente. Há décadas esses Ativistas afirmaram, sem respaldo científico,  que a queda na biodiversidade nos rios e mares ocasiona uma perda no controle das pragas e doenças, na produtividade da pesca e principalmente na limpeza desses ecossistemas.
Nesse estudo o autor, Bradley Cardinale, concluiu que a completa mistura das oito algas removia o nitrato dos rios 4,5 vezes mais rapidamente do que faria, em média, uma espécie sozinha.
A pesquisa em questão foi desenvolvida nas dependências da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, publicado pela revista científica “Nature” e  financiada pelo Fundo Nacional de Ciência daquele país.
Segundo o autor da pesquisa, a partir dos resultados obtidos, pode-se afirmar, categoricamente, que os cursos d´água que contêm mais espécies são aqueles que possuem melhor qualidade e menos impurezas.
O estudo assinala ainda, que alguns microrganismos, como as algas, absorvem a poluição e que quanto maior o número delas, melhor será o trabalho da filtragem dos poluentes.

domingo, 3 de abril de 2011

MAIS DE 1/6 DA POPULAÇÃO DO MUNDO FICARÁ SEM AGUA EM 2050

As fontes naturais de abastecimento de água potável são provenientes das chuvas e estão, sobretudo, armazenadas na superfície da terra  através de rios e lagos e no subsolo, através dos aquíferos. Essas fontes são imprescindíveis para a manutenção equilibrada do Sistema Ecológico e de fundamental importância para o desenvolvimento econômico da humanidade.
Infelizmente, é oportuno lembrar, Caro Leitor(a), que a disponibilidade da água  é cada vez menor. Isto se deve, com certeza, ao uso indiscriminado desse recurso no consumo doméstico, nas atividades comerciais (pecuária e agrícola), na produção industrial, na geração de energia e, finalmente,  na mineração e exploração de petróleo.
A estimativa  de um estudo publicado na revista Norte-Americana Proceedings of the National Academy of Sciences revela que mais de 1 bilhão de pessoas, a maioria vivendo nas grandes cidades, ficarão sem água em 2050. O estudo registra ainda que as más condições sanitárias existentes em algumas metrópoles mundiais agravarão a vida nos biomas, colocando em risco a fauna e a flora.
Segundo os pesquisadores, se a tendência atual da urbanização continuar, em 2050 mais de 1/6 da população das grandes metrópoles do mundo terá acesso a menos de 100 litros de água por dia para viver.
Os cientistas advertem ainda que se forem acrescentados os efeitos prováveis da mudança climática, cerca de outros 100 milhões de pessoas não terão acesso a esse volume de água. O consumo de 100 litros diários é considerado pelos analistas como o mínimo necessário para que um indivíduo satisfaça as suas necessidades básicas (bebida, alimentação e higiene).
O cientista Rob McDonald do centro de estudos privado The Nature Conservancy, coordenador da pesquisa, alega que existem soluções para o problema em evidência. Todavia, salientou Rob McDonald, que é preciso lembrar que isso requer muitos investimentos na infraestrutura e melhor utilização da água em todos os escalões de consumo.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Uso de Fertilizantes Fosfatados deixa Oceanos sem vida

Os 10 países - maiores detentores de terras aráveis do planeta (EUA, Índia, China, Rússia, Brasil, Austrália,  Canadá, Ucrânia, Nigéria e Argentina) considerados como seleiro do mundo, enfrentam hoje os problemas decorrentes do uso indiscriminado dos fertilizantes fosfatados.
Faz-se necessário lembrar, Caro Leitor, que depois do Nitrogênio (N) o Fósforo (P) é o nutriente mais comumente aplicado às culturas. Os compostos: Ferro (Fe) e Manganês (Mn), por exemplo, insolúveis e indisponíveis às plantas, beneficiam as culturas a partir da aplicação de P superiores às requisitadas  pela espécie.
O Fósforo é importante para o desenvolvimento do sistema radicular das plantas, formação e fecundação das flores, fixação dos frutos e formação das sementes. Todavia, o excesso desse fertilizante aplicado ao solo, normalmente decorrente da ignorância dos detentores de latifúndios  ou da falta criteriosa de uma análise de solo procedida por técnicos capacitados, está atingindo os Oceanos, assim comprometendo a biodiversidade marinha.
Segundo o UNEP Year Book 2011, a demanda pelo fosfato disparou durante o século 20, em função do debate acalorado sobre a possibilidade das reservas finitas de rocha fosfática acabarem em breve.
Estima-se, entretanto, que 35 países produzam fosfato de rocha e entre os dez países com as maiores reservas estão a Algéria, China, Israel, Jordânia, Rússia, África do Sul, Síria e Estados Unidos.
Novas minas de fosfato têm sido comissionadas em países como Austrália, Peru e Arábia Saudita e há países e também empresas buscando por novos horizontes mesmo que distantes, inclusive no fundo do mar na costa da Namíbia.
Alguns pesquisadores sugerem que o consumo de fosfato no mundo é, a médio e longo prazo, insustentável e que o pico de produção, com um posterior declínio, poderá ocorrer no século 21. Por outro lado, o Centro Internacional de Desenvolvimento de Fertilizantes alega que o mundo possui cerca de 60 bilhões de toneladas de reserva de fosfato, ao contrário dos dezesseis bilhões anteriormente estimados. Considerando taxas de produção atuais, estas reservas poderão durar por mais de 300 anos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos também ajustou recentemente as suas estimativas para 65 bilhões de toneladas.
É preciso, Caro Leitor, que se faça mais pesquisas com o propósito de conhecer a forma como o fosfato se desloca pelo meio ambiente, a fim de maximizar a sua utilização na produção agrícola e pecuária e também reduzir o desperdício e impactos ambientais.


Considerações sobre o desperdício de fosfato - recurso precioso para a Agricultura:

Atualmente, os seres humanos consomem através da comida apenas 1/5 do fosfato extraído, ficando o restante retido no solo ou sendo lançado no meio ambiente aquático.
  •  Nos últimos 50 anos, concentrações de fosfato em águas doces e em terra têm crescido na ordem de pelo menos 75%.
  • O fluxo estimado de fosfato para o ambiente marinho a partir da terra já está na ordem de 22 milhões de toneladas por ano.
      Nas megacidades dos países em desenvolvimento, até 70% da água carregada de nutrientes e fertilizantes, como o fosfato é despejada sem tratamento em rios e zonas costeiras.
  • Na Suécia, por exemplo, objetiva-se reciclar 60% do fosfato contido nas águas residuais dos municípios    até o ano de 2015.
         Outras medidas para reduzir as liberações incluem a redução da erosão e da perda da camada superior da terra, onde grandes quantidades de fosfato estão associadas com as partículas do solo e com fertilizantes em excesso que são armazenados após a aplicação.
  • Na África, as perdas de solo estão próximas de 0,5 toneladas por hectare por ano e na Ásia esta relação é ainda maior, chegando a quase 1,70 toneladas por hectare por ano.
Amigo Produtor!  Chegou a sua vez.  Ponha em prática as medidas que poderão minimizar consideravelmente os problemas causados pelo excesso da adubação fosfatada. Faça, a partir de agora, análise do solo antes de proceder qualquer tipo de adubação; Faça aração em contornos; Faça plantio em curva de nível de cercas-vivas em encostas íngremes e, por fim, faça plantação de culturas de cobertura.